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Bicampeão! Paulo Victor brilha nos pênaltis, Grêmio bate o Inter e fatura o Gauchão

Bicampeão! Paulo Victor brilha nos pênaltis, Grêmio bate o Inter e fatura o Gauchão Resumão

Tente lembrar um Gre-Nal mais emocionante que o de número 420, disputado na noite desta quarta-feira, na Arena. Depois de perder um pênalti no tempo normal, empatar novamente com o Inter em 0 a 0 no segundo jogo da decisão, o Grêmio venceu por 3 a 2 na disputa de penalidades máximas e é campeão gaúcho pelo segundo ano seguido. O goleiro Paulo Victor foi o herói do 38º título estadual com três defesas em cobranças dos colorados.

Pênaltis resumem o clássico
A palavra "pênalti" não poderia ser mais definitiva para o Gre-Nal 420. O segundo clássico da final do Gauchão foi decidido na marca da cal – e com um toque de polêmica do VAR. Aos 23 minutos do segundo tempo, Bruno Cortez foi puxado na área por Guilherme Parede. O árbitro Jean Pierre Lima revisou no VAR e concedeu o pênalti ao Grêmio. Porém, Marcelo Lomba apareceu como candidato a herói ao defender a cobrança de André. Com novo 0 a 0, a definição do campeão foi feita nas penalidades máximas. Aí, a situação se inverteu. Paulo Victor defendeu as cobranças de Camilo, Cuesta e Nico López, enquanto Sobis e Guerrero acertaram pelo Inter. No Grêmio, Everton e Michel perderam, mas Tardelli, Matheus Henrique e André garantiram a taça.

Primeiro tempo

O Gre-Nal começou com jogadas ríspidas e certo nervosismo dos dois lados. Em 45 minutos, cinco jogadores receberam cartão amarelo - quatro do Inter, um do Grêmio. Aos 15, Everton chutou de fora da área, Marcelo Lomba espalmou e André completou para o gol. Mas o assistente apontou impedimento. O árbitro Jean Pierre Lima consultou o VAR, que demorou três minutos para confirmar o gol irregular. Aos 29, Jean Pyerre arriscou de longe, à esquerda de Lomba. Aos 36, Guerrero obrigou Paulo Victor a fazer bela defesa em cabeçada. E nada de bola na rede na primeira etapa.

Segundo tempo
O Inter voltou do vestiário com Guilherme Parede no lugar de William Pottker. Mas o Grêmio seguiu em cima nos primeiros minutos. Até que Edenílson fez bela jogada individual pela esquerda e chutou forte para a defesa de Paulo Victor. Aos 15, a torcida gremista foi à loucura com a entrada de Luan no lugar de Jean Pyerre. Então, a confusão. Aos 23, Bruno Cortez foi puxado pelo calção por Parede dentro da área. O árbitro foi conferir no vídeo e apontou pênalti. Os colorados se revoltaram, e D’Alessandro, no banco, e Odair Hellmann foram expulsos. Na cobrança, Marcelo Lomba parou André, oito minutos depois. Com o nervosismo de toda situação, mais nada ocorreu até que Everton bateu em curva aos 49, pela linha de fundo. No minuto seguinte, o mesmo Cebolinha carimbou a trave. E o Gauchão foi decidido nos pênaltis.

Na noite dos goleiros, Paulo Victor brilha mais

Assim como no primeiro jogo da final, os goleiros da dupla Gre-Nal foram os destaques da noite. Marcelo Lomba defendeu o pênalti de André aos 31 minutos do segundo tempo, após uso da tecnologia para marcar a infração na área colorada. O empate levou a decisão para as penalidades máximas, e Lomba defendeu mais um, de Michel. Porém, Paulo Victor roubou a festa vermelha e segurou as batidas de Camilo, Cuesta e Nico López. Simplesmente, o nome do título.

Do inferno ao céu
O segundo protagonista do título tricolor é André. Ele poderia sair de campo como o responsável pela perda da taça em plena Arena para o maior rival. Pois errou o pênalti aos 31 minutos do segundo tempo (veja no vídeo). No entanto, o destino lhe concedeu uma nova chance. Ou melhor, Renato Gaúcho. Na disputa das penalidades, o técnico invadiu o campo – e foi expulso – para mandar o centroavante cobrar a última vez. E desta vez ele não desperdiçou. Tirou a camisa, foi para a galera e depois pulou nas costas do treinador para festejar.

VAR da discórdia

Se dependesse apenas da utilização da tecnologia no lance aos 15 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro de vídeo confirmou a posição irregular de André em gol marcado após rebote de Marcelo Lomba, não haveria polêmica. Só que aos 23 minutos da etapa final tudo mudou. Bruno Cortez caiu na área do Inter ao ter o calção puxado por Guilherme Parede. O árbitro Jean Pierre Lima decidiu conferir a jogada no vídeo e apontou pênalti. A escolha causou indignação do lado colorado. D'Alessandro, que estava no banco de reservas e foi discutir com o quarto árbitro, acabou expulso.

A ira de Odair
O tom sereno de Odair Hellmann mudou completamente de expressão com a validação do pênalti para o Grêmio no segundo tempo. Fora de si com a marcação de Jean Pierre Lima, após verificar no vídeo, o técnico do Inter esbravejou contra a arbitragem e foi expulso. Negou-se a deixar o campo, e só o fez com a intervenção da Brigada Militar. O comandante do Inter extravasou toda sua indignação ao afirmar, já na zona mista, que a taça poderia ser entregue ao Grêmio. Ainda disse que as medalhas deveriam ficar também com os árbitros.

Melhor defesa e invencibilidade históricas

O Grêmio é brindado com a taça do Gauchão após uma campanha irretocável. Teve o melhor ataque, com 38 gols. Sofreu apenas um, na segunda rodada, e torna-se a melhor defesa da história do campeonato estadual. Além disso, chega ao título sem perder uma partida. Foram 11 vitórias e seis empates em 17 partidas. O feito é repetido após 54 anos pelo lado do Grêmio.

Público e renda
Público pagante: 47.759
Público Total: 51.003
Renda R$ 2.960.606,00

Próximos jogos
Encerrado o Gauchão, as duas equipes voltam-se à Libertadores. O Grêmio entra em campo primeiro, na próxima terça-feira. Com a necessidade da vitória, enfrenta o Libertad, no Paraguai, às 19h15. Já classificado às oitavas de final, o Inter viaja ao Peru para duelar com o Alianza Lima, na quarta, às 21h30.
Fonte: https://globoesporte.globo.com/rs

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